quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Aula #009 - Desenho - Prof. Fabio

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 31
Final de ano é aquela loucura... Pra gente que é professor, soma-se à correria de fim de ano entregas de notas, fechamentos de diários... foi uma batalha pra não deixar o blog inativo...
Pra compensar a ausência temporária preparei a segunda video-aula, em três partes: agora, finalmente começando a desenhar alguma coisa. Não que os aquecimentos tenham perdido a função... ao contrário! Toda atividade de desenho deve ser iniciada por aquecimentos para um melhor desenvolvimento de nossas capacidades. Em breve, após postar uma futura aula sobre desenho de observação, refaremos o plano de estudos semanais. Por ora, mantenha os aquecimentos diários e inclua duas ou três sessões semanais de desenho.

A video-aula a seguir aborda os primeiros exercícios de desenho: (parte1) aquecimento, dicas para traçado, cuidados básicos com o papel, (parte 2) as três modalidades de desenho - meros contornos, caligráfico e de construção - e (parte 3) exercícios básicos de construção.


© Fabio Vicente - 2008

© Fabio Vicente - 2008

© Fabio Vicente - 2008

Meus votos de um 2009 repleto de realizações, em especial no campo do desenho!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desenho e Design

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 0
Na mesma linha de nossas aulas de traçado, mas dando um enfoque na expressividade do traço tem essa postagem de Celso Caires no excelente blog Desenho e Design.
Qualquer comentário aqui seria dispensável... a aula (com exercícios) é bem completa e explora mais a gestualidade e a linguagem das linhas.

Aqui, uma amostra de exercício explorando o recurso do grafite.

© Celso Caires- 2008
Aqui, uma ilustração em estilo caligráfico, empregando os recursos explorados.


© Celso Caires- 2008

Vale (e muito!) o clic.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Auto-caricatura, versão SD.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 11
© Fabio Vicente - 2008

Desenho: minha grande paixão e o que completa minha vida, depois de minha esposa e filho.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Aula #008 - Desenho - Prof. Fabio

quarta-feira, 26 de novembro de 2008 25
Olá!
Descobriu esse blog só agora e está querendo começar o curso de desenho, mas está preocupado, pois já perdeu uma porção de aulas?
Fique tranqüilo.
Primeiro, porque os 4 meses iniciais são exercícios de traçado e visualização. As aulas apenas trouxeram variações dentro desse tema. Em segundo lugar, que você pode acessar os marcadores no rodapé de cada postagem e visualizar todas as aulas sempre que quiser, bastando clicar em AULAS.
Mas pra te ajudar, aqui vão os links e os assuntos das aulas anteriores:

Aula inicial: Lista de materiais básicos
Aula #001: Aquecimento e traçado
Aula #002: Escala Tonal em grafite
Aula #003: Variações no aquecimento
Aula #004: Uso dos lápis - diferenciando os tipos
Aula #005: Mais uma variação no aquecimento e sugestão de plano de estudos
Aula #006: Divisões proporcionais
Aula #007: Plano de estudo para sete dias

Então, aponte seus lápis e mãos à obra. Em dúvida como apontá-los?
É o tema dessa aula, que, como novidade, vem sob a forma de videoaula.
É uma primeira experiência, não botem reparo na edição tosca... Mas estou no aguardo dos comentários. Se o formato agradar, vou investir nisso.
Portanto, assista às duas partes da aula e depois me conta o que achou.


© Fabio Vicente - 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Drawspace. Já ouviu falar?

sábado, 22 de novembro de 2008 4
© Drawspace

Bom... faz dias que eu não atualizo a bagaça por aqui, então a postagem tinha que ser decente. Conhece o site Drawspace, criado pela arte-educadora norte americana Brenda Hoddinott?
Lições gratuitas de desenho para usuários iniciantes, intermediários ou avançados...
Pra desfrutar das lições é preciso fazer um cadastro (gratuito). Daí você pode visitar periodicamente que sempre tem novidades. Pelo seu cadastro eles mandam links com as atualizações para o seu email.
Simplesmete perfeito.
Quer aprender? Então clica aqui, ou no nome do site escrito acima.
Quanto às minhas aulas por aqui, estou dando uma estudada pra ver se posto algo como video-aula.
Aguarde...

sábado, 8 de novembro de 2008

Vídeo-aula: Escolha de lápis e papéis

sábado, 8 de novembro de 2008 0
Mais um achado no Youtube: Penny Roberts, arte educadora norte-americana, dá micro-aulas de desenho na net.
São aulas bem básicas sobre escolha de materiais (nos vídeos abaixo, diferenciação entre três tipos de grafite e o uso da borracha e outro sobre escolha de papéis), tutoriais simples para iniciantes... Tudo em inglês, mas dá pra aprender numa boa.
Faça uma busca em "how to draw for beginners" que encontrará várias aulas dela.



Vale também o clique nos vídeos de expertvillage, um portal de videoaulas que vão desde como cozinhar um peru até artes marciais, passando por aulas de piano, surf e até como conquistar garotas (!)...
Do útil ao inútil, tem aulas de desenho - que é o que nos interessa -, então perca um tempinho por lá...
P.S.: Mudei o tamanho das fontes... se você é usuário do Mozilla e estava tendo dificuldade em ler, mande um comentário pra dizer se melhorou.
Abraço!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Aula #007 - Desenho - Prof. Fabio

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 12
Tem bastante gente me mandando dúvidas sobre que exercício priorizar, então acho que é hora de reprogramar os exercícios...

Antes, vale a pena dar mais uma dica.

No esquema abaixo temos uma folha fixa numa parede lisa com fita crepe (cuidado pra não riscar o que não deve!) dentro do seu campo de visão. Empunhe o lápis da mesma maneira que temos insistido, segurando umpouco mais pro meio, deixando a ponta mais distante.

© Fabio Vicente - 2008

Desenhar na parede deixa o braço mais leve e solto, porque você perde o apoio da mesa.

Portanto vale a pena variar a postura um pouco. Faça os exercícios ora sentado... ora em pé...

Você vai sentir o segundo grande saltp de qualidade no seu traçado. Palavra de honra!

Então, vamos lá.

Reelaborando o plano de estudo: Os sete dias da semana.

Primeiro dia: sessão curta, 20 minutos Aquecimento 1 e 2, sentado.


Segundo dia: sessão curta, 30 minutos Aquecimento 1 e 2, mais o exercício de divisão proporcional, em pé.

Terceiro dia: Sessão um pouco mais longa, sem controle de tempo, aquecimento 2 e escala tonal.

Escala tonal só fica boa com calma... sentado, óbvio.

Quarto dia: Aquecimento 2 e 3, sessão curta, 30 minutos, mais o exercício de divisão proporcional, sentado.


Quinto dia: Aquecimento 2 e 3, sessão curta, 20 minutos, em pé.

Sexto dia: Sessão um pouco mais longa, sem controle de tempo, aquecimento 2 e escala tonal, sentado.

Sétimo dia: Como é o final da semana, vale agora um esforço maior. Sessão dupla, sem controle de tempo, de todos os exercícios, sentado e em pé. Duas vezes cada aquecimento - 1, 2 e 3 (uma vez sentado e a segunda em pé). Uma sessão de escala tonal e duas sessões (uma em pé e outra sentado) de divisão proporcional.

Nas semanas seguintes, repetir a seqüência, a partir do primeiro dia...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Desenhistas: Mark Crilley

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 4
Mark Crilley, criador da série de mangá "Miki Falls"... Como o próprio autor diz, é a única pessoa louca o suficiente pra fazer um vídeo chamado "100 maneiras de desenhar olhos de mangá" no Youtube.
São dez minutos onde a gente vê não só olhos diversos, mas diversas técnicas: canetas marcadoras, lápis dermatográfico, nanquim à pena, à pincel, aquarela, etc...

© Mark Crilley - 2008
Vale ver o perfil dele no Deviant, pra ver os olhos em alta resolução.
Visite a página dele ou faça uma busca no youtube que você vai achar uma pancada de video-aulas de mangá.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Desenhistas: Donald Soffritti

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 0
Já ouviu falar de Donald Soffritti?

Mas já deve ter recebido por email um grupo de cartuns mostrando o futuro dos heróis, ou os heróis em decadência, todos aparentando sua idade avançada e bem debilitados, razão talvez dos inúmeros esforços empregados em vida...

Recebi o tal email, gostei muito do traço e ao ver a assinatura fiz uma busca no Google, onde deparei com o blog do cara.

Donald Soffritti é um quadrinista italiano, da nova safra de desenhistas europeus, de traço caricato preciso e eficaz. sua visão da decadência dos heróis (e recentemente ele anda produzindo vilões decadentes também - o Bizarro, na postagem de 24 de setembro de 2008, está impagável) acaba de ser reunida num livro, uma coletânea de 40 imagens como as mostradas abaixo, a ser lançado em Lucca.

© Donald Soffritti - 2008

Me lembra muito um excelente trabalho em cartum do mestre Ziraldo, lá pelos anos 70, dos "Zeróis", onde se via um Capitão América de cadeira de rodas, um Super-Homem de bengala e outros... Assim que eu encontrar essa outra imagem posto por aqui. Por enquanto divirtam-se com o traço do cara.

© Donald Soffritti - 2008
© Donald Soffritti - 2008

© Donald Soffritti - 2008



© Donald Soffritti - 2008

© Donald Soffritti - 2008

© Donald Soffritti - 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Gibacartum: Vídeo-demonstração

terça-feira, 21 de outubro de 2008 0
Nos links aí ao lado, tem a página-portifólio do meu amigo Gilberto Assis, o Giba.
Caricaturista de traço rápido e limpo, fã de hachuras e ilustrador de revistas, pôsteres, livros e tudo o mais. Destaco nessa postagem o vídeo que ele colocou na página de abertura, que dá pra ver bem o trabalho do cara e dá umas dicas "vapt-vupt" nos temas básicos do desenho em geral. Vale a olhadela.


© Gibacartum- 2008
Quer conhecer mais do trabalho do cara?
Clica em "Gibacartum - Ilustração", aqui, ou nos links "PPO", na barra à sua direita.
Abração, Giba!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Aula #006 - Desenho - Prof. Fabio

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 7
Exercitando o olhar: Divisões proporcionais.
Agora que já faz um mês, acredito, que você está treinando traçado, é hora de começar a exercitar o olhar.
Material: papel sulfite, lápis grafite HB.
Postura e empunhadura do lápis: a mesma, ainda.
Não há necessidade de margens... apenas as fiz para que ficasse mais didático. Imagine as margens pretas do meu caderno como as extremidades de sua folha sulfite. Divida a parte superior da folha ao meio, a olho, sem medir , dobrar ou usar qualquer artifício. Se alguém lhe oferecesse meio chocolate e na hora de dividir a barra lhe desse a parte menor você ia chiar, não é?
Portanto você sabe onde é a metade, oras!

© Fabio Vicente - 2008

Repita a mesma divisão na parte inferior, sem olhar para a medida de cima, sem medir, dobrar... ah, você sabe!Coloque seu estojo ou a borracha na parte superior, cobrindo a marca, pra não te dar tentação de usar a mesma medida.


© Fabio Vicente - 2008

Passe uma linha, à mão livre entre essas medidas, sem ficar retocando ou apagando. Traço firme, que eu acho que já deve estar bem melhor que nos primeiros exercícios.


© Fabio Vicente - 2008

A altura da folha deve ser dividida em três partes iguais. Chute uma medida para 1/3. "E se eu errar?" Se errar, apaga, e chuta de novo, oras. Dica: aproxime a ponta do lápis, sem riscar, e observe (imagine) se a mesma medida cabe duas vezes (olha o chocolate denovo!) no espaço que sobrou. Marcou? Aí é só dividir o pedaço restante ao meio e conferir se ficaram três partes iguais.Repita a operação na outra extremidade do papel e risque as linhas.


© Fabio Vicente - 2008
Se você fez tudo direitinho a folha vai ficar assim:

© Fabio Vicente - 2008

Parênteses: por quê estou insistido tanto com o dois e com o meio, mesmo nessa medida de três partes? Porque nosso sistema cognitivo está habituado desde que o mundo é mundo a reconhecer os pares, a simetria. Nosso rosto é simétrico! Não é à toa que vemos rostos em tomadas e em automóveis...

Prosseguindo: em cada espaço faça uns seis segmentos de reta em tamanhos e posições variadas conforme aparece na figura abaixo.

© Fabio Vicente - 2008

A idéia é a seguinte: cada segmento deverá ser dividido em 2, 4, 3, 6, 5 e 15 partes iguais, em cada uma das divisões da folha, sem girar o papel, na posição em que se encontram. Assim, os segmentos contidos no espaço 1 serão, todos, dividos ao meio, sem rodar a folha nem fazer contorcionismo.

© Fabio Vicente - 2008

No segundo espaço dividimos ao meio, e cada metade restante... ao meio! Assim temos segmentos divididos em 4 partes.

© Fabio Vicente - 2008

No terceiro, dividiremos todos em 3 partes. Lembre: ache o terço, e antes de riscar olhe se cabem dois dele no espaço restante. Ainda que não saia, faça esse esforço e use esse pensamento. é a lógica de se achar o terço, sem régua ou cálculos.

© Fabio Vicente - 2008

No quarto espaço, a divisão é em seis partes. Você pode dividir o todo ao meio e cada metade em três ou o todo em três e cada parte ao meio. Tanto faz. Só não tente achar a sexta parte isolada das outras que vai ser muito difícil de acertar e foge ao propósito da atividade.

© Fabio Vicente - 2008

No quinto, ache o quinto. Uma das divisões mais complicadas. Mas há um macete: chute a medida de 1/5 ao meio (chocolate... simetria...). Mas como vou saber se tem realmente 1/5? Verifique se no espaço que sobrou nos cantos cabem duas partes iguais a esta central à direita e duas à esquerda (Chocolate! Simetria!). Deu errado? Apague e comece da divisão de 1/5 localizada ao meio.

© Fabio Vicente - 2008

No sexto espaço vamos chutar o pau da barraca: cada 1/5 será dividido em 3 partes. Então, divida em cinco partes e cada fração em 3 ou vice versa. Ninguém vai ser louco o suficiente pra encontrar 1/15 de uma vez só, isoladamente, né?

© Fabio Vicente - 2008

O resultado final fica meio feioso, mas o que vale é o treino dos olhos no transporte de medidas e nas divisões.

© Fabio Vicente - 2008

Inclua uma atividade DIÁRIA de divisão proporcional às suas sessões de aquecimento. Bons desenhos!


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Aula #005 - Desenho - Prof. Fabio

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 4
Mais variações no aquecimento

Continuaremos com o plano original... Ainda é momento de exercícios de repetição, os aquecimentos. Aí vai mais uma variação para não se enjoar. Mais uma vez repito: a base são linhas retas em vários sentidos e círculos.Esse é como o primeiro, um típico exercício de repetição de retas e círculos, mas só vai dar resultado eficaz se a empunhadura e a movimentação do braço estiver bem treinada. O mesmo procedimento de sempre: aponte o lápis e aplique as linhas empunhando como um martelo, envolvendo o lápis (A) e depois apoiando o dedo sobre ele (B) usando-o deitado (c) (d)...


© Fabio Vicente - 2008

... E o braço pode ter contato com a mesa, mas deve deslizar solto. Não se apóie nas costas da mão, nos punhos ou nos cotovelos. Mas também não erga o cotovelo. Deslize o braço e não ponha força no traço.

A primeira providência é dividir a folha de sulfite ao meio, com seu lápis HB, e a metade supeior deve ser dividida ao meio vertical e horizontalmente, como mostra o diagrama abaixo.


© Fabio Vicente - 2008

Coloque a folha numa posição confortável para o braço, alinhada com o antebraço, e não a gire, em momento algum, até o final do exercício.


© Fabio Vicente - 2008

Na parte superior faça traços leves individuais, usando a velocidade para traços firmes que, a esse ponto, acredito que você já tenha descoberto. Não cobre a precisão de traços feitos à régua, principalmente porque existem posições onde o braço terá mais dificuldade com o movimento.Assim, no primeiro espaço, execute linhas paralelas, bem próximas, inclinadas, de baixo para cima, da esquerda para a direita. No segundo espaço, linhas inclinadas, de baixo para cima, da direita para a esquerda. No terceiro, linhas inclinadas, de cima para baixo, da esquerda para a direita. No quarto, inclinadas, de cima para baixo, da direita para a esquerda, conforme mostra o gráfico a seguir.


© Fabio Vicente - 2008

Na metade inferior (5), vá fazendo um traçado em espiral, contínuo, de dentro para fora, a partir do centro, mantendo o formato geral sempre redondo (isso é o mais importante!), aumentando até tocar a borda do papel.


© Fabio Vicente - 2008

O resultado final vai ficar como no desenho abaixo.



Aquecimento #3 © Fabio Vicente - 2008

Hora de reelaborar o plano de estudo:

Primeiro dia: sessão curta, 20 minutos Aquecimento 1 e 2.
Segundo dia: Sessão um pouco mais longa, sem controle de tempo, aquecimento 2 e escala tonal.
Terceiro dia: Aquecimento 2 e 3, sessão curta, 20 minutos.
A partir do quarto dia: Repetir a seqüência do primeiro dia...
Algo que eu não disse por aqui, ainda: Não é que seja proibido, durante esses quatro meses iniciais, desenhar algo além dos aquecimentos. Só não se pode cobrar resultados por enquanto... após esses quatro meses a gente começa com treinos dirigidos de desenho.
É isso.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Boneca dos olhos Duros - Diário de bordo #001

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 0
Da esquerda para a direita: Maus, a inspiração; o conto ao meio; e as anotações da decupagem.

"A Boneca dos olhos duros" é uma crônica publicada nos "Fragmentos Literários" da Academia Guarulhense de Letras, em 1992, pelo escritor e jurista Bismael B. Moraes (que, a propósito, é meu pai). É um relato emocionante, de forte crítica social... uma visão sobre o natal dos desfavorecidos. É um texto que meu pai gostaria de ver transposto para o mundo das imagens... "Daria um curta-metragem excepcional", como ele sempre diz.
Concordo.
E já que não sou cineasta e nem trabalho para a indústria do cinema vou buscar as ferramentas de que disponho para realizar esse sonho de meu pai: o conto triste de natal vai virar quadrinhos. Desde que li o ótimo "MAUS", de Art Spiegelman, quadrinho vencedor do prêmio Pulitzer - feito inédito para a arte seqüencial, considerada por muitos ainda como sub-arte ou coisa de criança - confesso que amadureci a idéia de tranformar em HQ alguns dos muitos contos escritos por esse pernambucano de Catende, hoje com mais de 70 anos, 17 livros e mais de 300 artigos publicados.
Estou lendo e trabalhando nessa idéia há mais de seis meses. Nesse final de semana finalmente a produção iniciou. Primeiro, os quadrinhos estão no meio termo entre a literatura e o cinema. Então não dá pra adaptar 100% imagem ou 100% texto. Fidelidade é necessária pra não perder o clima geral do conto, mas ao mesmo tempo, cada imagem criada é uma nova leitura e a visão já se torna mais pessoal. É aí que se pode criar uma obra memorável, ou se destruir algo que funcionava muito bem no original. Quantos filmes baseados em livros que já assistimos em que ficamos com a sensação de que alguém estragou a magia da leitura?
Dessa forma, estou na fase mais difícil da adaptação, que é a da elaboração das idéias em forma de imagem. Decupagem é o termo técnico.
Consiste na leitura de cada trecho e na descrição da ação, do enquadramento e do cenário para cada quadrinho futuro. Pela minha estimativa vai dar uns 60 quadrinhos... aplicando timing, paginação, diagramação, plots, solilóquios e etecétera vai dar, no mínimo, umas dez páginas.
Como esse blog tem um cunho bastante didático, pra efeito de exemplificação do que seria essa decupagem, mostro o trecho a seguir.
Trecho do original:
"Nos cruzamentos da vida, muitas histórias se repetem; mas nunca são iguais, pois as experiências advindas
permitem, aos que ainda têm um coração que sente, o descortinar de realidades que, embora aparentemente inofensivas, despontam duras e cruéis.
Quem poderia pensar que, algum dia, o nordestino Deolindo da Silva, de cortador de cana, nascido em Delmiro
Douveia, na Paraíba, fosse encontrar, em um bairro de São paulo, chamado Ermelino Matarazzo, a interiorana Zuleica Libório, natural de Teodoro Sampaio, no Estado bandeirante. Pois é. Aconteceu."
Pra manter o clima do original e ser uma adaptação mais fiel, mantenho a voz do narrador ao longo de toda a história em recordatórios, mesclando o texto ao quadrinho, como recomenda o Mestre Eisner e como encontramos nas melhores HQs de Miller.
As cenas decupadas para esse pequeno trecho geraram 4 imagens:
1. Plano Geral, Vista aéres de Ermelino Matarazzo, São Paulo/SP, mostrando trânsito, faróis e um ponto de
ônibus.
2. Plano geral, mais próximo do ponto de ônibus, onde vemos várias pessoas. O pedreiro Delindo verificando a
chuva, com o braço estendido e Zuleica chegando ao ponto correndo, protegendo-se da chuva com a bolsa ou com uma sacola.
3. Plano Geral, Casa de pau a pique, no árido da caatinga, onde vemos uma família numerosa com um menino
pegando algo numa sacola.
4. Plano geral mais próximo, quase um médio primeiro plano, Deolindo, na mesma pose do menino procura um guarda chuva na mochila surrada que carrega consigo.
Conseguiu visualizar o clima?
Pois foi assim que iniciei a decupagem do texto.
Já estou me encaminhando para a metade da história.
Se pegar firme, um pouco por dia, em dois ou três dias termino essa fase.
O próximo passo será o estudo de cada cena em desenho, pra ver se essas idéias funcionam. Só depois os desenhos serão organizados na forma de layout das páginas e a gente poderá chamar o serviço de "roteiro de quadrinhos".
Mas em breve postamos outros passos nesse diário de bordo.
Aperte os cintos e boa viagem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Aula #004 - Desenho - Prof. Fabio

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 11
Capa de um dos meus cadernos de desenho © Fabio Vicente - 2007

Uso dos lápis - diferenciando os tipos

As escalas F, H e B correspondem a graus diferentes de dureza de grafites.

Encontramos essas graduações nos lápis, nas minas de grafite para lapiseiras e nos bastões de grafite integral.

A rigor, grafite é pra riscar e ponto final. Tem desenhista que usa apenas um tipo de lápis e se vira bem no desenho, portanto a escala serve, principalmente, para acabamento.

O F é o grafite mais duro... por mais que se ponha força no traço ou na sombra aplicada o resultado é uma tonalidade cinza clara. Também pelo grau de dureza é um grafite que marca muito o papel, sendo inadequado para esboço. É usado em trabalhos que necessitem precisão: bem apontado é bastante usado em desenho geométrico, geometria descritiva, desenho técnico e perspectivas técnicas (cavaleira, isométrica, militar, explodida e cônica).

A Família H é uma família intermediária, de grafites duros à médios. Quanto maior a numeração, maior o grau de dureza: Ex. 6H - muito duro; 2H - menos duro.Muitos deles também são (ou eram) usados na área técnica (porque com os CADs da vida, a prancheta está morrendo aos poucos...), pela facilidade de apagar e pelos traços não serem muito fortes para construções.

Existe o intermediário entre esta família e a família B, o HB.

Também conhecido como lápis número 2 (sim, aquele que a gente usa na escola!) é o grafite de uso mais comum. Como está no ponto intermediário entre os lápis duros e os macios é o mais utilizado para escrita e para esboços, porque permite um escurecimento razoável quando pressionado sobre o papel, marcando menos que os da família H. Num caso de se precisar apagar quanto menos se marcar o papel melhor. Por isso é o lápis mais indicado para esboços (Roughs, Sketches... seja lá qual for o nome que você dê para os estudos iniciais).

Por fim, a família B, os mais macios usados para acabamento. Quanto maior o número, maior o grau de maciez. O 2B é muito usado para estudos porque sua maciez permite sombreamento e não é tão difícil de apagar. Acima de 3B são muito macios e borram quando se apaga. O limite da maciez é o 9B - eu nunca passei do 6B...

Eu acho que só de olhar ele se esfarela... hehehe...

Mas os mais macios são perfeitos para sombreamento pois soltam mais pó de grafite no papel, permitindo o esfumaçamento.
Em linhas gerais é isso. Recomendo o uso, para quem quer descobrir os recursos das famílias de grafite, de três ou quatro variações de grafites num mesmo desenho (ex: HB - linhas finas e pequenos detalhes, 2B - sombras claras e texturas à traço, 4B - sombras médias, áreas de ligação e esfumaçamento e 6B - degradês onde é necessário a tonalidade mais escura e traços grossos e fortes).

Conselho: treine antes cada um deles experimentando traçados, escalas tonais, apagar e esfumaçamentos. A partir daí escolha os que você melhor se adapta.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Aula #003 - Desenho - Prof. Fabio

terça-feira, 30 de setembro de 2008 10
Variações no aquecimento

É... quatro meses trabalhando diariamente o traçado, mesmo intercalando com exercícios de escalas tonais é extremamente útil para o desenhista iniciante, como visto nas duas aulas anteriores, mas também pode encher o saco.
Por isso é fundamental ir variando os temas dos aquecimentos, sempre buscado uma ênfase maior naquilo que você tem mais dificuldade. Mas repito: a base são linhas retas em vários sentidos e círculos.
Hoje vou propôr um aquecimento diferente. O visual não fica tão interessante quanto o anterior, nem a gente vai sentir diferença imediata no traçado. Mas o que esse exercício tem de mais brilhante é o estimulo das articulações do braço. Vamos movimentar o braço de maneiras que não estamos acostumados... e aquela dica de usar o braço todo irá fazer mais sentido agora.
Você irá perceber que o braço pode ter contato com a mesa, mas deve deslizar solto. Não se apóie nas costas da mão, nos punhos ou nos cotovelos. Mas também não erga o cotovelo. Deslize o braço e não ponha força no traço.A primeira providência é dividir a folha de sulfite em quatro faixas verticais, com seu lápis HB.
Fiz o exemplo com régua, apenas pra ficar mais didático, mas como exercício diário é aconselhável que essa divisão seja feita à mão livre, já servindo como exercício de linhas retas.
Divida a folha ao meio e cada metade ao meio novamente, como mostra o diagrama abaixo.

© Fabio Vicente - 2008

Como nas aulas anteriores aponte o lápis e aplique as linhas empunhando como um martelo, envolvendo o lápis (A) e depois apoiando o dedo sobre ele (B) usando-o deitado (c) (d).

© Fabio Vicente - 2008

No primeiro espaço articule apenas o punho em movimentos de vai-e-vem, como um "tchauzinho", e vá riscando com a velocidade de traços mais firmes, que a esse ponto, acredito que você já tenha descoberto. Vai sentir dificuldade, pois não é uma articulação muito usada. Controle a vontade de usar a articulação do cotovelo nesse movimento. Vigie e preste muita atenção no seu braço, muito mais do que no traçado. Só assim se acostuma a controlar melhor nosso instrumento de trabalho: a mão. Se estiver muito difícil, comece o movimento riscando lento e depois vá acelerando aos poucos. Nem preciso falar que todo aquecimento é feito com traços leves.


© Fabio Vicente - 2008

No segundo espaço, articule apenas o cotovelo. Você irá sentir mais facilidade porque esse é um movimento mais comum para o seu braço ao riscar.


© Fabio Vicente - 2008

No terceiro espaço, o movimento deve ser executado pelas duas articulações ao mesmo tempo, em espiral. Se não articular o punho, você estará transferindo todo o movimento para o ombro, o que atrapalha o traçado e pode, inclusive, fazer seu braço doer. É um movimento relativamente difícil, portanto começe articulando devagar e vá acelerando.



© Fabio Vicente - 2008

No último espaço, o traçado exige movimento das duas articulações e uma leve torção no antebraço. É o movimento mais difícil de todos. Execute lentamente e mais uma vez vá acelerando aos poucos. Muito cuidado, pois a tentação de não articular o braço e a de aplicar traços fortes será muito grande, portanto muita concentração no movimento: leveza, controle da velocidade e usar o braço todo. As regras de ouro do bom traçado.

© Fabio Vicente - 2008

O resultado final vai ficar como no desenho abaixo.

Aquecimento #2 © Fabio Vicente - 2008

Não é um exercício de resultados rápidos e visíveis. Mas é o mais eficaz para o "adestramento" dos movimentos do braço. Vá alternando com o aquecimento anterior em dias diferentes e continue executando esse exercício para o resto da vida, em menor freqüência, sempre que você ficar alguns dias sem desenhar, ou que seu braço tenha feito algum esforço maior antes da sessão de desenho, para dar mais firmeza ao traço.
Bons rabiscos!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aula #002 - Desenho - Prof. Fabio

segunda-feira, 22 de setembro de 2008 17
Tentaram fazer os aquecimentos propostos?"
- E aí? Agora já posso desenhar, psôr?"
Não, afoito aluno... Lembre-se que estamos começando do zero.

Material do dia:
Lápis HB (ou nº2, escolar), papel sulfite ou canson, régua acrílica (30cm).

Primeiros passos: os 6 primeiros meses.
Pra começar, o primeiro passo é resolver problemas de traçado e soltar a mão, lembra? 10 minutos diários, religiosamente, durante, pelo menos três a quatro meses concentrar-se em exercícios de repetição (aquecimentos) de traços envolvendo círculos e retas, como os propostos na última postagem de aula de desenho.
Após esse período, alternar estudos de escalas tonais do escuro para o claro, dia sim dia não. 30 minutos por sessão, durante mais dois meses... 10 minutos para aquecimento e 20 para escalas tonais.
Como fazer escalas tonais?
Pegue uma folha de papel sulfite ou, preferencialmente, o canson A4e com uma régua desenhe fileiras de 7 quadrados de 2x2cm como no modelo abaixo.
© Fabio Vicente – 2008
Cuidados básicos: Papel e Régua
Evite manusear demais a folha antes de realizar um trabalho de esfumaçamento à grafite. Seus dedos deixam marcas de gordura na folha que são quase impossíveis de retirar ou disfarçar. Manuseie a folha com lenços de papel ou papel toalha (aquele de cozinha) e mantenha uma folha sempre no ponto de apoio da mão que desenha para não encardir a folha nem a mão. Mantenha uma flanela sempre à mão para limpar a régua durante o desenho e lave as réguas e esquadros com água e sabão antes do uso e após o uso, sem esfregá-las, para não danificar o material. O ideal é ensaboar as mãos e lavar a régua com a espuma das mãos, enxaguando em água corrente. Nada de buchas ou esponjas. Se costuma usar com nanquim ou canetinha, cuidado! Restos desse material podem sujar sua arte, portanto a limpeza prévia é fundamental.
Como aplicar o grafite no papel?
Aponte o lápis (em breve, uma aula somente sobre preparo de pontas e grafites em geral) e aplique as sombras empunhando como na aula anterior, primeiro envolvendo o lápis (A) e depois apoiando o dedo sobre ele (B) usando-o deitado (c) (d).

© Fabio Vicente – 2008
Comece variando os tons do escuro até o claro. Você vai perceber que os tons claros são atingidos com menos camadas que os escuros.

© Fabio Vicente – 2008
Aplique camada suave sobre camada suave de grafite até escurecer por completo ou atingir a tonalidade que você pretende, sem deixar espaços em branco. Nunca tente atingir a tonalidade de uma vez só. Faça isso nas duas primeiras faixas de quadrados.
Agora experimente o inverso, partindo do claro até o quadrado escuro, duas faixas também.
© Fabio Vicente – 2008
Muito cuidado nos tons claros para preencher cada quadrado por completo, sem falhas e sem carregar na tonalidade. Mantenha a disciplina: camada clara sobre camada clara. Resista à tentação de preencher os quadrados com forças diferentes. Também não pinte a tonalidade clara em todos de uma vez só. Disciplina: um quadrado por vez!
Se for pra ler as dicas aqui e fazer tudo ao contrário, então sai fora, vai procurar um webgame noutra página e não volte mais aqui, compreendeu?
A partir da quinta fileira, vá alternando: Escuro para o claro, claro para o escuro, etc.O resultado final vai parecer esse aqui:



© Fabio Vicente - 2008

É isso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cartum #1

terça-feira, 16 de setembro de 2008 0
Cartum publicado na sessão de cartas do jornal "Serviço Público", em 1992.

© Fabio Vicente - 1992

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Aula #001 - Desenho - Prof. Fabio

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 32
Quer realmente aprender a desenhar?
Elabore um plano de estudos e siga à risca: Aprender a desenhar é uma batalha onde só os bravos resistem. Não é coisa pra "frangote desenheiro"... Se você é preguiçoso (leia-se "frangote desenheiro") e não está nem um pouco a fim de aprender nada sem um mínimo sacrifício, então vai buscar um webgame e sai fora.
Vamos lá, então.

Preparando o material:

Nessas primeiras tentativas use o básico do básico. Comece com um lápis HB (ou o escolar nº2, que dá na mesma) uma borracha macia e papel sulfitão. Mais pra frente esmiuçaremos mais o uso e a escolha de cada material. Atenhamo-nos às coisas mais urgentes, como o traçado.Não adianta estudar anatomia, perspectiva e o escambau se seu traço for tosco.Tem cara que tem a mão tão pesada que se apontar o lápis, corta a folha ao meio.
Dica inicial: Segure o lápis um pouco acima, evitando "enforcar" a ponta, mais ou menos a um dedo e meio a dois dedos de distância da ponta do lápis, conforme mostra o desenho.


© Fabio Vicente - 2008



Pra começar, então, o primeiro passo é resolver problemas de traçado. Concentrar-se em exercícios de repetição (aquecimentos) de traços envolvendo círculos e retas...10 minutos diários. Religiosamente. Durante, pelo menos três a quatro meses.
Aí, você vai me falar que todo mundo diz isso e blá-blá-blá, que não tem exemplo disso em canto nenhum... E eu vou dizer que é fato, ao menos em parte. Tem uns livros mais antigos que têm alguma coisa. Mas muita gente que entra nesse ramo de aula (seja online, ao vivo ou nas famigeradas revistinhas de banca), pra não desagradar o aluno, evita aplicar esses exercícios - ou às vezes nem conhecem, o que é mais grave ainda - e o traçado acaba meio que se consertando sozinho, mas muito lentamente, ou às vezes nem conserta.
Exercícios de repetição: o "Aquecimento".
Como a base do estudo inicial se trata de exercícios de repetição,vai aí um exemplo que eu aplico e dá resultado rápido. Pra quem faz diariamente sente uma grande diferença em um mês e meio, mais ou menos.
1. Coloque a folha numa posição confortável para o seu braço, alinhada com o antebraço.

© Fabio Vicente - 2008

Obs.: Se for uma folha tamanho A4, uma mesa dá conta do recado...

© Fabio Vicente - 2008


... mas se for um papel A3, convêm apoiá-lo numa prancha de madeira ou madeirite numa cadeira e em seu colo, como mostra o desenho, a não ser que você tenha uma prancheta (mesa) profissional de desenho, com inclinação adequada (60°).
© Fabio Vicente - 2008
2. Segure o lápis de uma maneira diferente do que você está acostumado.Envolva o lápis como se estivesse empunhando um martelo, com a ponta para cima, como em "A". Em seguida apoie o dedo indicador sobre o lápis, como em "B", lembrando de não segurar muito na ponta, como eu disse acima.
© Fabio Vicente - 2008
Vai dar trabalho pra riscar, mas use o lápis deitado sobre o papel, como se estivesse pintando ou fazendo um sombreado.

3. Divida a folha em três campos: ao meio na altura e na parte superior ao meio, na largura, como no desenho a seguir.

Aquecimento © Fabio Vicente - 2008
4. Linhas retas.

Aquecimento © Fabio Vicente - 2008

No campo 1 (a), começe fazendo traços retos, um sobre o outro, sem desencostar o lápis do papel (b), procurando descobrir a velocidade em que a sua mão treme menos.A regra é: quanto mais lento, mais trêmulo. Quanto mais rápido, mais torto. descubra a velocidade média ideal, através desses movimentos repetidos.Use mais o braço, deslizando sobre a mesa, mantendo contato, mas sem grudar o cotovelo ou o pulso na superfície.Não é pra sair riscando a folha toda... o resultado vai ser um traço um pouco grosso como mostrado no exemplo acima (c). Sem girar o papel, vá repetindo a operação em outras posições como mostrado em (d), (e) e (f).Em seguida, faça um único traço horizontal, decidido e na velocidade que você descobriu ser a mais eficaz(g). Você vai ter um resultado como a bandeira da Inglaterra rabiscada e esse último traço, via de regra, fica bem melhor que os primeiros. Faça um minuto ou dois, ininterruptos em cada sentido de traçado.


5. Círculos.


Aquecimento © Fabio Vicente - 2008


No campo dois (a), pegue uma moeda e contorne ou faça um círculo com um compasso (b). Em cima desse círculo perfeito dê cinco voltas (ainda segurando o lápis do mesmo jeito) usando mais o braço solto, como descrito acima(c), e em seguida faça um círculo à mão livre, também com 5 voltas, sem desencostar o lápis do papel (d). Vá voltando sobre o círculo perfeito, riscando as cinco voltas (e) e execute outro círculo de outro tamanho (f). Repita a operação várias vezes pra círculos de vários tamanhos (h)


6. Mais círculos e retas.


Aquecimento © Fabio Vicente - 2008
No campo 3 (a) construa um quadrado, à mão livre, com movimentos de vai-e-vem, sem desencostar o lápis pra cada traço (b). Certifique-se que o resultado é quadrado, não retangular (c). Faça um círculo dando cinco voltas dentro do quadrado (d). Vao perceber que é mais fácil controlar a forma, encostando as bordas do círculo nas do quadrado.Repita a operação em quatdrados/círculos de várioa tamanhos, ocupando todo o espaço (e) (f).
O resultado final vai ficar mais ou menos assim, como o desenho a seguir.


Aquecimento © Fabio Vicente - 2008
Por fim, lembre-se de 4 regras importantes:
1. Trace muuuito de leve;
2. Controle a velocidade;
3. Use o braço todo quando riscar;
4. Faça desse exercício um hábito obrigatório pro resto de sua vida, mas, principalmente nos primeiros 4 meses.
É isso.

 
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